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  • Astênio Araújo

Os Axiomas da Energia #9

AXIOMA #9 – COMUNICAÇÕES “TELEPÁTICAS” DESTROEM TODA A ENERGIA.

O significado da sua comunicação é a resposta que você obtém, independente da sua intenção.”

(Pressuposto da Programação Neurolinguística)

“Uma imagem vale mais que mil palavras.”

(Popular)

"Não há fenômenos morais, mas apenas uma interpretação moral de fenômenos..."

(Friedrich Nietzsche.)

Quando eu era criança, costuma brincar de “telefone sem fio”. Era muito divertido, ainda mais se tivesse uma grande quantidade de pessoas. O ideal era que tivesse mais de dez pessoas.

O “telefone sem fio” é uma brincadeira popular. Basta dispor um grupo de pessoas em uma fila (as pessoas ficam lado a lado, e não uma na frente da outra, como na fila tradicional). Em seguida, lê-se baixinho uma mensagem (preparada previamente) no ouvido da primeira pessoa desta fila. Essa pessoa repete o procedimento, lendo também baixinho a mensagem escutada (entendida) para a próxima pessoa da fila, e assim por diante. Ao final, a última pessoa lê em voz alta a mensagem que chegou até ela. Então, a primeira pessoa lê a mensagem original. Ante surpresa geral, todos percebem que as duas mensagens são totalmente diferentes. (Esta brincadeira termina sempre com muitas gargalhadas.)

E por que isto acontece? Porque as comunicações humanas passam por três processos. Tudo que você recebe, através dos cinco sentidos, sofre generalizações, distorções e eliminações. E o que é cada um destes processos? Vamos entender melhor:

Generalizações: O ser humano, por uma questão de economia de energia (para não ter que pensar muito), simplifica as representações das coisas em seu cérebro. Assim, algo que lembra uma aranha passa a ser considerado perigoso. Uma pessoa mal vestida é associada a um ladrão e, se algumas pessoas não trabalham (funcionários públicos, por exemplo), então todos desta classe são preguiçosos.

Não há nada errado nessa atitude do cérebro. Ela foi muito importante para a evolução do homem. Mas ela precisa ser bem usada. O seu “abuso” produz o preconceito, que é limitante. Porém, sem as generalizações, o cérebro cansaria logo nos primeiro minutos de atividade do dia. Seria como se tudo que você avistasse fosse como da primeira vez. Assim, o seu cérebro ficaria fazendo “primeiras avaliações” de tudo que lhe aparecesse na frente. Não haveria memórias acumulados para auxiliar estes julgamentos. Ele entraria em colapso, ou você simplesmente não conseguiria concluir muitas coisas durante o dia. Estaria o tempo todo reaprendendo as coisas. O cérebro generaliza para funcionar melhor.

Distorções: Nosso cérebro sempre faz uma “adaptação” de tudo que nos chega. Ele se baseia em nossas memórias, na nossa experiência de vida. Para que uma coisa nos faça sentido, precisa se parecer com algo que nós conhecemos, ou então é descartada. Assim, alteramos (distorcemos) tudo para fique mais palatável. Ou seja, assim como fazemos como os pratos que vamos comer, para toda informação que nos chega, pomos os nossos temperos e condimentos, para que fique ao nosso gosto.

Eliminações: A quantidade de informações que recebemos é imensa. Mesmo as coisas simples são cheias de detalhes. Assim, para não sobrecarregar o nosso cérebro, filtramos a grande maioria das informações, deixando passar apenas o que nos é necessário para o momento. Vamos a um exemplo clássico. Imagine que você acabou de comprar um carro novo. Você adquiriu um sedan preto popular de um fabricante tradicional. Ao começar a andar com seu carro novo pelas ruas, você começa a enxergar um monte de carros iguais ao seu. Você fica impressionado com isto. Então eu te pergunto: antes de ter este carro, você percebia esta quantidade de carros deste modelo?. A resposta certamente será não. Nossa percepção é seletiva. Os carros sempre estiveram lá, mas não nos interessava percebê-los. Assim esta parte da informação era sempre retirada das que você recebia do trânsito, que era uma rua cheia de carros. Provavelmente, você percebia os modelos iguais ao seu carro anterior. Uma mulher grávida também passa a perceber muitas grávidas em todo o lugar que passa. Então, é fato que: o cérebro elimina a maior parte da informação que recebe, deixando passar somente o pouco desta informação, que é a que interessa naquela circunstância.

Se considerarmos que toda comunicação passa por estes três processos, não é de se admirar que, dada a enorme quantidade de vezes que nos comunicamos durante o dia, não tenhamos muitos erros e elevada comunicação ineficiente. Pois bem: temos sim! Boa parte da nossa comunicação é mal realizada. Esta comunicação ineficiente enfraquece, e até destrói, empresas, famílias, relacionamentos e pões países em guerra. E isto acontece desde que o mundo é mundo. Em função da comunicação, muita energia é destruída, pulverizada, usada para não produzir ou dissipada.

Entendendo isto, fica fácil compreender o que acontece com o telefone sem fio. Depois de sucessivas generalizações, distorções e eliminações, a informação final não corresponde a quase nada da original. Na grande maioria dos casos ela até representa o contrário. Há uma fabula que conta que certa vez um homem, de uma pequena vila, viu um bando de sete pombas pretas voando no céu. Olhando mais atentamente, ele percebeu que uma das pombas tinha uma pequena pinta branca em uma das asas. Ele então contou isto a um amigo, que contou a outro, e que contou a outro, e assim por diante. No final do dia ele ficou surpreso ao saber que alguém tinha visto sete pombas brancas, sendo que uma delas possuía uma pequena pinta preta em uma das asas. Exatamente o contrário.

Quando o nosso cérebro armazena algo, ele o faz através de imagens. A estas imagens, ele associa sensações. Sempre que pensamos nesta imagem, o cérebro resgata as sensações associadas a ela. Assim, por exemplo, quando alguém lembra do avô, já falecido, resgata os sentimentos e saudades que sente por ele. Pois bem, quando esta pessoa fala sobre o avô para outra pessoa, vai a descrição física do avô, mas as suas sensações (sentimentos) não são transmitidos para o outro. A outra pessoa pode até resgatar a imagem do seu próprio avô e, atrelado a isto, reascender os seus próprios sentimentos relacionados a este, mas, certamente, os seus sentimentos são muito diferentes dos do emissor da mensagem. Imagine uma pessoa que não conheceu o avô, e que não teve experiências com este, que possam ser resgatadas. É muito diferente de uma pessoa que foi criada pelos avós. A palavra “avô” pode simplesmente não significar nada para alguns e muito para outros.

Temos a mania de achar que sentimentos estão implícitos nas mensagens verbalmente transmitidas. Com freqüência nos indignamos quando as pessoas não demonstram se sensibilizarem com as coisas que falamos. Pense, por exemplo, naquele chefe que esteve em uma sala de reuniões, onde passou oito horas discutindo com clientes exaltados e insatisfeitos com o atendimento recebido. Suponha que esta reunião foi recheada de discussões, ânimos exaltados, xingamentos e críticas pesadas, e que este executivo ficou exposto a fortes emoções durante todo este tempo. E isto aconteceu durante horas a fio. Ele sai então da reunião profundamente sensibilizado e convencido de que o serviço deve melhorar. Agora imagine este mesmo chefe fazendo uma reunião, de apenas trinta minutos, com a sua equipe e dizendo: “nossos clientes estão indignados com o nosso atendimento”. Precisamos agir.

Uma semana depois, ele percebe que as ações da equipe foram mínimas. Ninguém quase se mexeu. Então ele reúne novamente a turma e dá uma tremenda bronca. Fica irado com o fato das pessoas não terem se indignado, tanto quanto ele, e muito menos agido. Ora, claro que não!. Ele pode até pensar que todas as oito horas de emoções - que ele sentiu e estão dentro do seu cérebro - passarão para os cérebros dos outros, encapsuladas dentro das palavras, mas só se for por telepatia. Uma frase tão curta não tem esse poder de conter tanta informação (na verdade, nenhuma frase tem essa capacidade).

Nada consegue transferir emoções. Você tem que viver as emoções. Ninguém pode vivê-las por você ou transferi-las. Quando você se sensibiliza com a situação de alguém é porque já viveu experiência similar. É comum pessoas que escapam de doenças, como o câncer, se engajarem nesta causa. Quando eles dizem a alguém doente: sei como você está se sentindo, eles sabem do que estão falando.

A menos que a comunicação telepática seja inventada, o que você está pensando, ou sentindo, não será jamais transferido, pelo ar, para o cérebro das outras pessoas.

E há como corrigir ou evitar os erros da distorção, eliminação e generalização? Infelizmente não! Não há como evitar isto. Mas há como conviver. Como minimizar os males provocados. Há basicamente três antídotos:

1. Comunicação de alta qualidade: Sem substantivos abstratos, sem locuções verbais, com poucos adjetivos e advérbios, com verbos mais fortes (que indicam ações), e com comunicação sensorial (percebida pelos cinco sentidos).

2. Comunicação direta: Sem intermediários ou etapas.

3. Comunicação com a quantidade de energia adequada: Comunicação que emprega as ferramentas adequadas para cada situação. Um exemplo é: falar pessoalmente, quando isto necessitar, ao invés de telefonar ou passar um e-mail. Para cada situação há uma comunicação mais eficaz.

Estes enfoques da comunicação serão tratados no nosso próximo axioma, onde os analisaremos detalhadamente.


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