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  • Astênio Araújo

Os Axiomas da Energia #8

AXIOMA #8 – OS PROBLEMAS ROUBAM ENERGIA.

“Vão-se os anéis... ficam-se os dedos.”

(Popular.)

"Se você encontrar um caminho sem obstáculos, ele provavelmente não leva a lugar nenhum." (Frank A. Clark.)

“Um problema sem solução é um problema mal colocado.”

(Ralph Emerson.)

No antigo Japão, o velho e sábio Imperador resolveu fazer um concurso para escolher o seu sucessor. Ele tinha uma única filha e o vencedor ganharia também a mão da jovem princesa. Os milhares de candidatos foram submetidos a uma seqüência de jogos que desafiavam suas inteligências, forças e habilidades físicas. Após vários dias de combates e desafios, três jovens cavalheiros restaram. Por mais que novos desafios fossem lançados, os jovens permaneciam empatados. Então o imperador encomendou ao sábio da corte, um teste para desempatar a disputa. O sábio juntou os jovens em uma sala do palácio e falou:

- Eu vou apresentar para vocês um problema... e aquele que o resolver será o escolhido.

Dito isto, o sábio colocou um belíssimo vaso de porcelana em cima da mesa. O vaso possuía desenhos que pareciam labirintos, tinha aros pintados em ouro e prata e era ornado por diamantes e esmeraldas. Em seguida o sábio falou:

- Eis o problema para vocês resolverem.

Imediatamente, um dos jovens levantou-se, sacou a espada e, desfechando um único e certeiro golpe, partiu o vaso em dezenas de pedaços.

- Você é o escolhido, falou o sábio dirigindo-se ao jovem que já guardara a espada e voltara a sentar-se no chão.

Diante da revolta, que já começava a se manifestar, por parte dos outros dois, o sábio explicou:

- Se você tem um problema, elimine-o. Faça isto independente dele ser um “belo” problema, ou ele acabará roubando todas as suas energias. Um problema é sempre um problema, independente do seu tamanho ou da sua beleza. Acabe com ele, antes que ele acabe com você.

-x-

A escritora chinesa Chin-Ning Chu, em seu Best Seller: “Faça menos e conquiste mais” fala de um jeito prático que ela criou para lidar com todos os papéis que chegam as suas mãos:

1 – Resolve;

2 – Põe no lixo;

3 – Arquiva.

Ela nunca deixa um monte de papéis em cima da sua mesa, pois isto rouba toda a sua energia. Assim para cada papel, ela aplica uma das três opções acima.

Eu comecei a aplicar estas três regras desde que li o livro em 2002 e hoje vivo muito bem sem papeis em cima da minha mesa. Sempre que algum documento chega às minhas mãos procuro resolver logo. Se é para assinar, faço logo isto e devolvo imediatamente. Se é uma cópia enviada para meu conhecimento, leio e destruo a cópia (lixo), ou arquivo, se o documento for importante. Faço o mesmo para as mensagens de e-mail, que funcionam como os documentos de antigamente.

Criei uma metáfora para exemplificar este caso dos papéis. Considero que cada papel deixado em cima da nossa mesa fica nos apontando o dedo e cobrando um “não se esqueça de mim!”. Assim, se acumulamos paéis em cima da mesa, sem uma solução para eles, passamos o dia vendo eles nos apontando o dedo e dizendo: “não se equeça de mim!”. Após tanta cobrança, ficamos esgotados e vamos para casa com a sensação de que fomos pouco produtivos durante o dia. No dia seguinte, quando chegamos para trabalhar, já encontramos aquele monte de dedos apontando para as nossas caras e cobrando: “não se esqueça de mim!”.

Com o tempo, passei a aplicar estas três opções para as demais coisas, além dos papéis. Tudo que chega as minhas mãos tem um destino também. O mais difícil é arquivar, mais toda coisa tem o seu lugar. Um bola tem o seu lugar no armário, uma roupa tem o seu lugar no guarda-roupas e um livro tem o seu lugar na estante. Estas regras funcionam muito bem para as coisas. Imagine você chegar em casa e encontrar alguns sapatos e camisas no chão da casa apontando o dedo para você e gritando, feito um coral, “não esqueça de mim!”, exatamente no momento em que você chega exausto. Nem pensar!.

-x-

Uma rede de computadores é um sistema complexo. Possui muitos computadores, equipamentos de comutação (switchs e roteadores), programas e fios (quilômetros de fios). Tudo interligado. Nada pode deixar de funcionar. Um simples pedaço de fio mal conectado pode parar a rede inteira. Podemos ter, por exemplo, uma parada no meio do expediente e uma empresa esperando enquanto um grupo de técnicos vai a caça de um problema que pode ser gerado por um minúsculo pedaço de fio. E isto pode levar horas, provocando prejuízo financeiro e de imagem. E qual é o segredo, para fazer uma rede de computadores funcionando com alta disponibilidade? A resposta é simples: eliminando-se as fontes de problemas. Um cabo de rede que sofreu um “puxão” e está retorcido é trocado para não causar danos depois. Um switch que suporta os servidores e começa a travar repetidamente é trocado. Um computador, que desempenha funções vitais, é trocado quando apresenta problemas ou quando atinge certa quantidade de horas de funcionamento, antes que comece a dar problemas.

As equipes, compostas por pessoas de diferentes personalidades, são sistemas bem mais complexos do que redes de computadores e requerem atenção especial. Em uma equipe, os problemas que surgem devem ser resolvidos imediatamente. Como gosta de dizer o grande mestre Artur Marinho, um problema não resolvido vira uma latência (uma mágoa), e as mágoas gastam mais energia para serem resolvidas. O que dizer então de um ultraje, que é uma profunda latência. Os ultrajes são provocados por acúmulos de latências mal resolvidas. É como uma panela de pressão esquecida no fogo, uma hora ela explode. Em uma equipe, os problemas de relacionamento devem ser resolvidos imediatamente.

Outra questão relacionada com as equipes é a do desempenho. Uma equipe é como uma corrente: tão fraca quanto o mais fraco dos seus elos. Se você tem alguém com baixo desempenho, trate de resolver logo, antes que isto prejudique todo o desempenho do grupo. Esta questão de pessoas com baixo desempenho pode ser resolvida “antes” ou “depois”. “Antes” é durante o processo de seleção. Se você fizer um bom processo de seleção não precisará fazer uma correção “depois”, que consiste às vezes em ter que demitir alguém. Mas se você tiver que fazê-lo, faça-o logo.

Um bom processo de seleção gasta muita energia. Já entrevistei quarenta pessoas para selecionar um candidato para estágio. Considerando que conversei pelo menos trinta minutos com cada candidato, foram umas vinte horas de entrevistas. Podemos considerar isto um enorme gasto de energia. Mas eu posso te garantir que esta energia é mínima perto da que você gastará no dia a dia tentando consertar uma pessoa que foi mal selecionada. Se após muita tentativa, você tiver que demiti-la, então a energia do desgaste emocional, para você e a sua equipe, é muito maior do que isto. Multiplique por mil que ainda é pouco.

Os médicos, nos campos de batalha, são obrigados a tomar decisões extremas. Quando não conseguem salvar os membros dilacerados dos soldados atingidos por bombas ou minas, eles tem que amputá-los. Em muitos dos casos esta decisão é tomada em conjunto com o próprio enfermo. Muitas destas cirurgias são realizadas sem anestesia, e doem muito, mas se não tomadas a tempo, o paciente pode morrer. Muitos dos problemas que temos que resolver são como amputar uma perna, você sabe que vai doer muito, mas ela precisam ser cortada fora.


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