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  • Astênio Araújo

Os Axiomas da Energia #6

AXIOMA #6 – A QUANTIDADE DE ENERGIA APLICADA DEFINE O RESULTADO.

"Qualquer um pode zangar-se - isto é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneria certa - não é fácil." (Aristóles em sua “Ética a Nicômaco” )

“Aquilo que na vida tem sentido, mesmo sendo qualquer coisa de mínimo, prima sobre algo de grande, porém, isento de sentido.”

(Carl Gustav Jung).

"Você faz suas escolhas, e suas escolhas fazem você."

(Steve Beckman)

O jogo de golfe possui oitenta milhões de praticantes no mundo todo. Somente nos Estados Unidos são trinta e um milhões, segundo a revista Sports Magazine. Os campos de golfe dos estados unidos superam a marca de trinta mil. De cada dez pessoas que iniciam sua prática, oito continuam no esporte, o que carateriza a maior taxa de retenção entre todos os esportes.

Entrender o jogo de golfe é muito fácil. Você tem uma bola, um taco e um buraco (dezoito no total em um campo) e você deve fazer com que a bola caia no buraco, usando a menor quantidade de tacadas possível.

Imagine uma jogada típica de golfe, em que a bola está a cinco metros de distância do buraco. O jogador fará a tentativa de “embocá-la” em uma única tacada. Calculando a força necessária, este jogador bate na bola, e... esta passa pelo buraco, ficando a dois metros após este, com um deslocamente de um metro para à esquerda.

O que deu errado? Basicamente duas coisas: a direção e a força empregada. É tão simples acertar o buraco. Basta colocar a quantidade de força para que a bola não pare antes nem depois. Em seguida, é só aprumar na direção do buraco e bater. Fica dificil, para um espectador como eu, em frente da televisão, entender como este jogador pôde errar uma jogada tão fácil.

Infelizmente, nem no golfe, e muito menos na vida, não é assim tão fácil empregar a força adequada. Constantemente colocamos força de mais ou de menos. Constitui-se, portanto, o grande desafio da vida, aprender a empregar a quantidade de força adequada para tacada que vamos dar.

E como fazemos isto? Não há uma fórmula mágica. É com muita tentativa e erro.

Felizmente, na vida real não há necessidade de termos uma pontaria tão certeira como a exigida no golfe. Os objetivos não tem a precisão de um buraco de oito centímetros. Na maioria das vezes, a decisão é entre colocar pouca, média ou muita energia. Um erro grave passa a ser não colocar energia alguma em algo que necessita de grandes porções dela, ou o contrário.

Tudo na vida tem a sua quantidade certa de energia. Se você aplicar menos do que isto, terá um resultado ruim e poderá até perder tudo que aplicou. Se aplicar demais, vai faltar para as outras coisas. Assim, o grande segredo é escolher a quantidade certa de energia. E esta é uma decisão que deveremos tomar antes de começar a agir.

É necessário descobrir quanto de energia o nosso trabalho diário vai exigir e aplicá-la, ou do contrário não vamos realizá-lo bem. As tarefas vão ficar pela metade ou com uma qualidade inferior ao desejado.

Outro dia, infelizmente, tive uma conversa com um grande amigo de infância que me contou dos problemas que estava tendo com o filho de dezoito anos. Ele, um advogado bem sucedido, com uma conta bancária que já supera os sete dígitos, está com o filho internado para tratamento contra drogas. Após ouví-lo reclamar do quanto a vida estava sendo injusta com ele, me propus a fazer alguns cálculos com a sua ajuda. Peguntei quantas horas por semana ele tinha dedicado ao filho nos últimos dez anos. Após, conta pra e conta pra cá, descobrimos que ele tinha aplicado menos de uma hora semanal de energia para com o filho, e isto mesmo, durante uma hora do jantar do domingo, quando finalmente a familia ficava junta e mesmo assim a maior parte do tempo era assistindo à televisão enquanto comiam. O ano possui 8.736 horas e ele estava mal aplicando 52 horas de energia com o filho? Isto não poderia dar certo. Nos despedimos e ele, pensativo, me prometeu que iria reverter esta situação.

Michael Anthony Jacobs é um inglês que mora no Brasil desde 1967. É dele o livro “Como NÃO aprender inglês.”, que já vendeu mais de 100.000 cópias. No seu livro há uma passagem, que transcrevo abaixo, que ilustra bem o nosso conceito de quantidade de energia necessária.

“Muitas pessoas me perguntam quanto tempo precisarão para aprender inglês: seis meses, um, dois, quatro anos? Respondo sempre: 1200 horas. Às vezes olham para mim com ar perplexo e perguntam novamente. Mas quanto tempo isto leva, no total? Repito 1200 horas.

Se você precisa de 1200 horas e estuda três por semana, o que é bastante comum, duas aulas de uma hora e meia cada, teremos:

1200 = 400

3

Serão 400 semanas, ou seja, aproximadamente oito anos.

Agora tomemos essas mesmas 1200 horas sob outras circustancias. Você vai morar em um país de lingua inglesa para melhorar o seu inglês. Você dorme oito horas. Ao acordar, liga o rádio ou a TV para se manter informado (notícias em inglês), toma seu café da manhã com seus novos amigos (falando em inglês), compra um jornal, estuda, trabalha, diverte-se. Tudo, e sempre, em inglês.

Sabe o que acontece? Suas 1200 horas agora divididas por 16 horas (todo o tempo que estiver acordado).

1200 = 75

16

Setenta e cinco o quê? Dias, é claro. Dois meses e meio. Compare isto com os oito anos anteriores. A mensagem aqui é bastante e objetiva, não é? E com uma vantagem. Nessas circunstâncias, você não estará estudando inglês, e sim, vivendo inglês..

A mensagem do professor Michel vale para tudo na nossa vida. Se para aprender inglês é 1200 horas, para todas as outras coisas há uma quantidade de energia necessária. Cabe-nos descobrir baseado em nossas experiências e nas experiências dos outros. Há ampla bibliografia utilizada na gestão de projetos e que pode servir de referência.

No começo de 2008, na Alesat, empresa onde trabalho, fiz parte da equipe que implantou a nota fiscal eletrônica. Era um projeto complexo e que precisava funcionar ou não conseguiríamos faturar os nossos produtos. E qual a quantidade de energia que empregamos? 20 pessoas focadas 10 horas por dia, durante 60 dias. A conta totalizou 12.000 horas de energia. Desconfiei desde o princípio de que este projeto estava “condenado” a dar certo. Não deu outra, sucesso absoluto!!.


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